O ICONE foi criado em 10 de março de 2003, em resposta à necessidade de prover ao governo e ao setor privado estudos e pesquisas aplicadas em temas de comércio e política comercial, relacionados principalmente à área da agricultura e do agronegócio. Entre as principais pesquisas que o ICONE desenvolveu nos últimos anos, incluem-se às relacionadas com as negociações agrícolas da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) e dezenas de simulações a pedido do governo brasileiro, que servem de subsídio técnico para o posicionamento do Brasil no G-20.
Desde 2008, o ICONE vem desenvolvendo pesquisas e projetos sobre dinâmicas do uso do solo no Brasil, com destaque para a modelagem do desempenho do setor agrícola brasileiro no que diz respeito à oferta, demanda, exportações, área plantada e rentabilidade e elaboração de projeções quantitativas do comércio de produtos agroindustriais. Este modelo foi usado pelo ICONE no ‘Projeto Low Carbon Study – Brasil’, coordenado pelo Banco Mundial e que conta com a participação de diversas organizações do país.
Desde sua fundação, o Instituto já realizou dezenas de projetos, que podem ser conferidos abaixo:
2003/2004
• Intenso trabalho de suporte ao governo brasileiro e ao G-20 em Genebra com a elaboração
de estudos técnicos para nivelar o conhecimento sobre comércio agrícola e protecionismo entre os países membros do grupo;
• Participação ativa na formulação das posições do setor privado do agronegócio para a
negociação do Acordo União Européia-Mercosul;
• Preparação de documentos, sobretudo para formar opinião, sobre as negociações da
Área de Livre Comércio das Américas (ALCA);
• Preparação dos primeiros estudos básicos analisando as barreiras técnicas e sanitárias
aos produtos agroindustriais brasileiros;
• Elaboração de diagnósticos sobre as estratégias de política comercial e acordos bilaterais
do governo dos Estados Unidos e da Comissão Européia;
• Elaboração de estudos de entendimento dos temas de negociação multilateral não
relacionados à agricultura, tais como serviços, compras governamentais, investimentos e antidumping;
2005
• Apoio técnico ao governo brasileiro e ao G-20 na preparação das primeiras propostas
lançadas pelo grupo para a negociação em agricultura da Rodada do Desenvolvimento de Doha da OMC;
• Criação de uma rede de pesquisadores sul-americanos com objetivo de estimular a
cooperação regional nos temas de agricultura e comércio;
• Inícios dos trabalhos relacionados às negociações e implementação do Protocolo de
Cartagena sobre Biossegurança;
• Elaboração de diversos estudos avaliando o impacto de barreiras tarifárias nos produtos
de interesse do Brasil;
2006
• Continuidade dos estudos e do trabalho de suporte técnico ao setor privado e governo
brasileiro na negociação da Rodada de Doha da OMC;
• Elaboração do primeiro estudo abrangente na área de sustentabilidade com foco na
expansão da produção de soja na Amazônia Legal;
• Criação da rede de pesquisadores latino-americanos e asiáticos com o objetivo de
discutir e comparar as grandes tendências do setor agropecuário nas duas regiões;
• Lançamento do Projeto Programa de Apoio aos Processos de Abertura e Integração ao
Comércio Internacional, com suporte do Banco Interamericano de Desenvolvimento, e recursos do Fundo Multilateral de Investimento (BID/FUMIN), com duração de quatro anos;
• Elaboração de estudos de comparação entre as políticas comerciais de diferentes países
com objetivo de discutir as estratégias brasileiras;
• Continuidade dos trabalhos mensurando impacto de barreiras tarifárias e cotas de
importação sobre os produtos de interesse do agronegócio brasileiro
2007
• Em 2007, o Instituto passa a atuar menos em temas institucionais de interesse global e
mais em assuntos relevantes para as entidades mantenedoras, e, assim, elabora um conjunto de estudos ações focados nos interesses de cada mantenedor do ICONE;
• Elaboração dos primeiros estudos da área de inteligência de mercado com projeções
sobre o mercado internacional de açúcar e etanol e diversas estudos pontuais sobre o mercado de arroz;
• Criação de uma área de trabalho focada em biocombustíveis, com uma série de estudos,
palestras e criação de banco de dados. Diversos estudos solicitados pelos mantenedores do ICONE e clientes externos foram desenvolvidos neste ano;
• Apoio à indústria de frango e peru no contencioso do frango salgado e criação das cotas
européias aos produtos do setor, e suporte à indústria de carne bovina em temas relativos a cotas de carne na União Européia;
• Organização de dois seminários internacionais. Um deles para apresentar ao público
externo os resultados dos estudos feitos pela rede de pesquisadores latino-americanos e asiáticos, e o segundo com foco no comércio de produtos tropicais;
2008
• Acompanhamento das negociações agrícolas da Rodada de Doha da OMC e das
negociações no âmbito do Protocolo de Cartagena;
• Desenvolvimento da modelagem de projeção do uso da terra no Brasil com objetivo de
dar suporte ao setor sucroenergético na sua agenda internacional (Modelo de Uso da Terra da Agricultura Brasileira – BLUM);
• Ampliação dos estudos em inteligência de mercado com foco em carne de frango e arroz;
• Elaboração do segundo estudo da rede de pesquisadores latino-americanos e asiáticos,
com foco no desenvolvimento do mercado de biocombustíveis;
• Início dos trabalhos para as negociações de mudanças climáticas, com a participação na
Convenção do Clima (COP 14);
• Participação em diversos trabalhos relacionados à sustentabilidade, agricultura e
comércio, em iniciativas de certificação e em diálogos multistakeholders;
• Elaboração de estudos avaliando os interesses do agronegócio brasileiro nas
negociações multilaterais de comércio;
2009
• Aplicação dos resultados da modelagem de uso da terra nas negociações das legislações
de biocombustíveis nos Estados Unidos e na União Européia;
• Discussão com o setor privado, no âmbito da FIESP, dos cenários de longo prazo do
desempenho do agronegócio brasileiro;
• Aprimoramento dos estudos de inteligência de mercado para os setores de frango e
arroz;
• Elaboração de estudos avaliando as inter-relações entre comércio, sustentabilidade e
certificações.